Hélio Oiticica por escrito
Estudo mostra importância dos textos produzidos pelo artista nos anos 1970
Já se deu ao período de autoexílio de Hélio Oiticica em Nova Iorque, durante os anos 1970, a pecha de “década perdida”, na qual ele teria permanecido improdutivo ou cercado de projetos não-realizados. O mínimo que se pode dizer é que ela hoje foi reencontrada. Isso graças a um movimento de reavaliação que ganhou fôlego com a digitalização e disponibilização de seu arquivo em 2004. Mesmo levando em conta tal movimento, Livro ou livro-me: os escritos babilônicos de Hélio Oiticica (EdUerj, 290 pp., R$ 35) é um divisor de águas. A tese de Frederico Coelho extrapola o reconhecimento de que os escritos nova iorquinos são dignos de integrar-se à obra de Oiticica para constatar, mais radicalmente, que esse material demanda um novo olhar crítico sobre sua trajetória.
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