Vale o escrito
Neto de ex-bicheiro e historiador lança livro que traça um panorama do jogo de seu início até a década de 60
O carioca Felipe Magalhães ainda vestia calça curta quando começou a ter intimidade com a história do jogo do bicho. Neto do exbicheiro Altair Santos, o menino tinha acesso a um repertório vasto de relatos confundidos com lendas urbanas. Quem acreditaria que os bicheiros, quando presos, faziam “corrida de ratos” na cela para não perder a verve da aposta? O interesse pelo assunto virou trabalho quando Felipe, já de calça comprida, escolheu o tema que pesquisaria no mestrado em História: decidiu encarar a própria origem. Nascia, assim, o livro Ganhou, leva… do vale o impresso ao vale o escrito: uma história social do jogo do bicho no Rio de Janeiro (1890 – 1960), que acaba de ser lançado pela Editora FGV. Nele, Felipe conta a origem e ascensão do jogo do bicho no Rio, desde 1892, no Zoológico de Vila Isabel (hoje abandonado), até a década de 60, quando a prática toma proporção mafiosa.
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