Beijo maldito
Ícone de rebeldia nas HQs, o americano Howard Chaykin fala de seu polêmico quadrinho Black kiss
Preservando sua juventude às custas de uma dieta capaz de mexer com a libido de seus clientes – uma colherada de sêmen todas as manhãs -, a transexual Dagmar Laine fez a década de 1980 encarar as histórias em quadrinhos como arte de adulto e tratar seu autor, Howard Victor Chaykin, como um gênio ao desfilar de espartilho nas páginas de Black kiss. Agora, Dagmar volta ao Brasil em edição de luxo, com direito a capa dura e outros mimos. Passados 23 anos de seu lançamento nos EUA, a editora Devir apresenta às livrarias nacionais a saga do travesti capaz até de matar por devoção à loura Beverly Grove, uma atriz da Hollywood dos anos 1950. Excomungada por entidades católicas e defenestrada por grupos protestantes à época de sua publicação nos EUA, em 12 números editados de junho de 1988 a julho de 1989 pela Vortex Comics, a experiência de Chaykin pelas veredas do noir rendeu fortuna, inspirou projetos de longas-metragens jamais filmados e criou um novo parâmetro de transgressão.
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