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Companhia das letras

27 de fevereiro de 2011
2 min de leitura

Ipanema tem o maior número de leitores; em Copacabana, a Bíblia é um ‘hit’; no Leblon, fãs de vampiros e Maitê Proença

Não ia ficar bem se uma dona, em plena Biblioteca Nacional, tirasse do corpo o vestido leve e, de biquíni mínimo, deitasse de bruços sobre uma das mesas do recinto para ler Na praia, romance do britânico Ian McEwan. Ou qualquer outro título. Por mais que as pesquisas apontem certa falta de interesse pela leitura como um mau hábito do brasileiro, as convenções ditam que o lugar dessa hipotética literata seminua é mesmo a praia. Em qualquer faixa de areia a gente vê: a leitora de tanga não é invencionice de repórter com insolação. Uma volta pela Zona Sul carioca faz perceber que existe, sim, uma literatura da areia. No Leblon, tropeçamos em seguidores de Stephanie Meyer e Maitê Proença; Ipanema reúne de fãs de relatos sobre os bastidores da polícia brasileira a “drop-outs do sistema” ligados em Foucault; o Arpoador — que, com Ipanema, é campeão em diversidade e quantidade de leitores — mistura quem viaja com Saramago e quem ainda sonha com o ideário de Marx. Copacabana… Bem, Copa comparece com uma profusão de Bíblias. E algumas HQs.

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