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No palco, 15 anos sem Caio Fernando Abreu

25 de fevereiro de 2011
2 min de leitura

Morto em 1996, escritor continua inspirando novas peças

Caio Fernando Abreu era um homem de teatro. Dirão que é porque deixou um número razoável de peças escritas, quase uma dezena. Outros poderão argumentar que é porque ele mesmo arriscou-se como ator bissexto. Ou até invocar sua breve incursão pela crítica teatral, nos idos dos anos 1970. Mas não estão aí, certamente, as razões para sua longevidade no palco. Ano após ano, Caio continua a suscitar montagens teatrais. E, quase invariavelmente, o que se vê em cena não são os enredos de sua dramaturgia – que ele mesmo reconhecia como uma parcela menor de sua obra – mas seus contos. Nessas narrativas curtas, diretores e atores continuam a encontrar matéria-prima para suas encenações. Não se esgotam aí, porém, as fontes que esse autor gaúcho oferta ao teatro. Prova disso é “Lixo e Purpurina”. O monólogo, que entra em cartaz hoje no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93 – Pompeia – São Paulo/SP), toma emprestada a estrutura de um diário que Caio escreveu em Londres, e marca, com sua estreia, o aniversário de 15 anos de morte do autor de Morangos mofados.

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