Grades em biblioteca reacendem polêmica
Em nome da segurança, prefeitura cerca a recém-reformada Mário de Andrade
A reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade reacendeu uma velha polêmica paulistana: espaços públicos devem ou não ser protegidos por grades? Isso porque o projeto de restauro da histórica biblioteca previa nos fundos uma área externa ligando a biblioteca à Praça Dom José Gaspar, sem grades rodeando a construção. O prédio ficou tinindo, mas as grades continuam lá. “O projeto ficou incompleto”, lamenta o arquiteto José Armênio de Brito Cruz, sócio do Piratininga e um dos autores da obra. “Havíamos previsto um diálogo do prédio com a cidade. Botar cerquinha em volta faz com que o prédio, apesar de público, não interaja com o entorno.” A Secretaria Municipal da Cultura justifica que a decisão de manter as grades foi para proteger o paisagismo realizado ali – ao custo de R$ 500 mil. [Mais sobre o assunto em Os espaços públicos da cidade precisam ser cercados?]
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