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Hessel, o intocável

13 de fevereiro de 2011
1 min de leitura
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Stéphane Hessel é um fenômeno editorial na França e contamina a Europa com seu inconformismo

“Noventa e três anos. É a derradeira etapa. O fim não está longe.” A despeito do que pode sugerir a abertura de Indignez-vous (Indigène Éditions, 32 pp., 3 euros), de Stéphane Hessel, a nova coqueluche da esquerda francesa não é a constatação nostálgica de uma vida que chega ao final, mas um convite à indignação. Segundo sua editora, Sylvie Crossman, “ele convida à não cooperação com a financeirização do mundo, prega a desobediência civil a leis e reformas injustas, como a recente das aposentadorias”. Com o panfleto de 32 páginas que lançou em outubro, o nonagenário embaixador se transformou numa zebra da lista de mais vendidos francesa: já vendeu 1,3 milhão de exemplares, deixando para trás o prêmio Goncourt 2010, La Carte et le Territoire, romance de Michel Houellebecq.

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