Uma noite no ‘beatquim’
Como é, quem vai e o que acontece na Mercearia São Pedro, o centro etílico da literatura brasileira contemporânea, em SP
São Paulo, Vila Madalena, cruzamento das ruas Rodésia e Jericó, cinco da tarde de uma quarta-feira. Precisamente: Mercearia São Pedro. Para os íntimos, Merça. A bebundagem literária no local começou no ano de 1984, com Reinaldo Moraes, Mário Prata e Matthew Shirts. Nos anos 90, o lugar ficou meio esquecido pelas letras. E, no início dos 2000, retomou a vocação. Hoje todos os lançamentos badalados de São Paulo acontecem ali, no mafuá: a Merça é um bar; uma mercearia (vende biscoitos, ketchup, óleo de cozinha, detergente etc.); uma videoteca com um grande acervo de filmes raros; e uma livraria cult. A média de lançamentos na Merça é de quatro por mês. Para o próximo mês já estão programados dois eventos: Canções para tocar no inferno, o primeiro livro de contos de Mário Bortolotto (Editora Barcarolla); e Ua-brari (Objetiva), relançamento de um livro esgotado de Marcelo Rubens Paiva.
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