Colônia faz balanço da destruição de seu arquivo histórico
Dilacerados, ensopados, soterrados: dois anos depois, chances de recuperar documentos danificados em desabamento são parcas
Duas capas de papelão, um gancho de segurança de metal: um simples fichário de escritório foi o que salvou numerosos documentos do Arquivo Histórico de Colônia da destruição total, brinca a chefe do órgão municipal, Bettina Schmidt-Czaia. A coletiva de imprensa no início de janeiro de 2011 foi o primeiro balanço dos danos, quase dois anos após o desabamento do prédio no centro da cidade renana. Em 3 de março de 2009, o arquivo histórico, com seis andares, desabou em consequência de uma inundação subterrânea no túnel de uma linha de metrô em construção. Em casas vizinhas, também precipitadas no fosso das obras, dois rapazes morreram. Bettina Schmidt-Czaia estima somente os custos de restauração em 500 milhões de euros, não incluídos os gastos adicionais com pessoal como restauradores e arquivistas.
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