Realidade cruel
“A dona das chaves” faz um relato da realidade vivida nas penitenciárias cariocas
Rebeliões, ameaças de morte e fugas de penitenciárias são alguns dos episódios relatados em A dona das chaves – Uma mulher no comando das cadeias do Rio de Janeiro (Record, 266 pp., R$ 49,90), um livro que revela o mundo e o submundo do sistema penitenciário carioca. A ex-diretora do Desipe e socióloga Julita Lemgruber, em parceria com a jornalista Anabela Paiva, expõe os bastidores das cadeias do estado e mostra o cotidiano do sistema carcerário com fatos corriqueiros neste universo, mas surpreendente para o cidadão comum. Entre os episódios acompanhados pela ex-diretora e que estamparam manchetes de jornais está a explosão de violência no presídio Ary Franco, em 1991, quando 32 presos morreram calcinados devido a um incêndio na cela em que estavam trancados. Com a instalação de uma sindicância, apurou-se a responsabilidade de dois guardas, que foram demitidos, mas absolvidos no inquérito policial, em 2003.
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