Balanço da Academia Paulista de Letras
A entidade optou, nas três últimas gestões, por consolidar a abertura à comunidade: não é um clube fechado nem despretensioso chá de amigos
Quatro anos de exercício da presidência da Academia Paulista de Letras acrescentaram à minha experiência um saldo significativo. Aprendi a conviver com a diferença de opiniões, a partir da concepção do que deva ser uma instituição destinada a promover o idioma, a escrita e a leitura. Senti a dor da perda de primícias da intelectualidade brasileira, que se tornaram amigos fraternos em despojado convívio semanal. Foram 12 as defecções nesse período, todas resultantes da morte, a inevitável. Mas a sucessão repôs às 40 cadeiras a consistência da erudição e preservou a mágica das eleições, sempre a atrair talentos dignos de habitar o panteão da imortalidade. Coube-me reconstruir o auditório. Constatei a dificuldade na obtenção de recursos do mecenato e a falácia dos esquemas normativos que prometem alavancar a cultura. [Assinantes continuam lendo aqui]. *José Renato Nalini é presidente da APL.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
