O medíocre Hitler
Biógrafo do ditador alemão explica como ele passou de demagogo obscuro a criador e líder do regime mais temido do planeta
Quando resolveu aprender alemão, em 1969, o historiador inglês Ian Kershaw estava convencido de que a língua seria muito útil em seus estudos sobre o campesinato medieval germânico. Ao juntar-se nos anos 1970 ao chamado Projeto Bavária, um grupo de pesquisas sobre a vida cotidiana na Alemanha de 1933 a 1945 liderado pelo historiador alemão Martin Broszat, Kershaw deixou para trás a formação de medievalista para dedicar-se aos acontecimentos mais dramáticos do século XX: o regime nazista, a Segunda Guerra, o Holocausto. Sua reputação como um dos mais brilhantes pesquisadores do Terceiro Reich começou a ser estabelecida com seu primeiro livro sobre o tema, um estudo de 1980 sobre o culto a Hitler, e tem seu ponto alto nas 2.122 páginas de sua biografia do ditador alemão. Publicada em dois volumes em 1998 e 2000, Hitler (Companhia das Letras, 1.024 pp., R$ 78 – Trad.: Pedro Maia Soares) ganhou em 2008 uma versão condensada de mais de mil páginas. [Confira a entrevista]
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