Vida e obra de um antropólogo
As trajetórias pessoal e acadêmica de Claude Lévi-Strauss ganham um trabalho de fôlego
Após a publicação de As estruturas elementares do parentesco, em 1949, Simone de Beauvoir pontificou: “Por um longo tempo a sociologia francesa estava adormecida: o livro de Lévi-Strauss marca seu deslumbrante despertar. A obra precisa ser lida”. Sessenta e um anos depois, graças a Patrick Wilcken, essa obrigação fica evidente com Claude Lévi-Strauss – The Poet in the Laboratory (Penguin, 416 pp., US$ 19), que revê a vida do antropólogo como parte inextricável de sua obra. O encontro com o Brasil é um dos inúmeros incidentes inesperados nos 50 primeiros anos da carreira de Lévi-Strauss, em que suas escolhas, ele nos faz crer, não eram conscientes – mudanças de direção eram sempre impostas. A mesma explicação vai servir para outras viradas inesperadas na sua vida.
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