A arte expressa em dólares
Estudo dos americanos Katy Siegel e Paul Mattick demonstra como a ascensão econômica dos países emergentes está mudando a criação contemporânea
A última grande fronteira entre os ateliês e os bancos foi derrubada por dois críticos e professores norte americanos que, definitivamente, não dividem a crença renascentista de que os artistas trabalham por amor à profissão – e não por motivos econômicos. Assim, conscientes de que a principal questão no século 21 é mesmo a econômica, a crítica e professora Katy Siegel e o filósofo Paul Mattick resolveram violar o último tabu do mundo monetarista, escrevendo Arte & Dinheiro (Zahar, 224 pp., R$ 89 – Trad.: Ivan Kuck). Com tantos museus sendo inaugurados no mundo e tantas reformas em outros, parece natural que alguém pergunte por que tanto interesse na arte, território ocupado no passado apenas por nobres consumidores.
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