Livro e filme registram trajetória do JB
Ex-secretário de redação reúne relatos; Ex-editora prepara documentário
Certo dia, um graduado executivo do “Jornal do Brasil” telefonou para a redação de um iate em Angra dos Reis para dizer que o corpo de Ulisses Guimarães havia sido encontrado e que o “JB” deveria noticiar no segundo clichê da edição de domingo. O então secretário Roberto Pimentel Ferreira se negou a publicar a versão sem comprovação e foi aplaudido no dia seguinte. Mesma sorte não teve uma repórter “foca” da agência JB, que acatou o “furo” e perdeu o emprego. Essa é uma das histórias que Alfredo Herkenhoff, ex-secretário de redação, conta no livro Jornal do Brasil — Memória de um secretário — Pautas e fontes (edição do autor, 336 pp., R$ 70), lançado ontem. A ex-editora do Caderno B Regina Zappa e o fotógrafo Rogério Reis uniram-se ao diretor Sergio Sbragia para fazer o documentário batizado de “Av. Brasil, 500”, em referência à sede que abrigou a redação por três décadas.
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