Reunião de contos de Raymond Carver oferece painel de sua obra
Lançamento da Companhia das Letras preenche lacuna do mercado editorial
Demorou, mas aconteceu. E da melhor maneira possível: a obra de Raymond Carver, um dos mais influentes escritores americanos da segunda metade do século 20, ganha finalmente uma edição abrangente no país. Reunidos em um único volume e organizados em ordem cronológica, 68 contos de Raymond Carver (Companhia das Letras. 712 pp., R$ 54 – Trad. Rubens Figueiredo) compensa o vácuo editorial brasileiro, preenchido até então por apenas três publicações não tão representativas do trabalho do escritor (Short cuts, com nove contos que inspiraram o filme homônimo de Robert Altman; Fique quieta, por favor, a sua primeira coletânea, de 1976; e Iniciantes, obra póstuma que revelava a versão “sem cortes” de seu segundo livro, O que falamos quando falamos de amor, de 1981). Era, sem dúvida, muito pouco para aquele que era conhecido como o principal renovador do interesse pela short story nos Estados Unidos.
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