Mário Chamie, o poeta que virou voz na televisão
Aos 77 anos, o criador do Centro Cultural SP, Mário Chamie, divide-se entre a produção de sua obra, as aulas na ESPM e a locução na Record
Só de poemas, são 15 livros publicados, como o recente Pauliceia Dilacerada (FUNPEC, 2009), em cujas páginas um Mário de Andrade póstumo ressurge discutindo a cidade que tanto amou. O criador desta obra é um senhor de 77 anos, voz firme e discurso intelectual: Mário Chamie, formado em Direito, transformado em professor, sempre poeta, secretário municipal da Cultura – portanto, herdeiro do “Mário maior” – entre 1979 e 1983. E, vida movimentada, desde 2007 locutor de programa da Rede Record. Trata-se do 50 por 1. Diariamente ele vai à Escola Superior de Propaganda e Marketing, onde leciona há quase 50 anos. De seu apartamento nos Jardins, vai a pé à loja preferida: a unidade da Alameda Lorena da Livraria da Vila. Quando quer discutir literatura, entretanto, frequenta as reuniões da Academia Paulista de Letras (APL). Desde 1992, é o titular da cadeira número 26.
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