Luiz Schwarcz cria romance inconfessado
Novo livro do editor da Companhia das Letras alterna narrativas ligadas pelo tema da incomunicabilidade
“A linguística tem sempre razão”, diz o narrador de “Antônia”, conto que abre Linguagem de sinais (Companhia das Letras, 104 pp., R$ 33), segundo livro do editor Luiz Schwarcz. A frase é pronunciada no momento em que a personagem ata o nó das reincidências que atravessam sua vida: os apelidos jocosos que recebia dos amigos de rua, dos colegas e da mulher, expressando isolamento e incomunicabilidade. Para além da amarga autoironia, as recorrências linguísticas respondem também pela armação rigorosa de cada conto – e do próprio livro, cuja matéria-prima pode oscilar entre o anedótico e o dramático, mas sempre fazendo uso de paralelismos e espelhamentos.
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