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O vasto ofício de pensador

27 de agosto de 2010
1 min de leitura

Há 150 anos, morria Schopenhauer; como ele, e desde a Grécia, os filósofos escrevem a história do mundo, tentando compreendê-lo

Demócrito de Abdera divisou o indivisível: pensou o átomo. Diógenes de Sinope, esfarrapado e sujo, empunhava sua lanterna sob o sol do meio-dia em busca de um homem de virtude. São figuras do passado que deixaram marcas de presença importante na história da filosofia. E os filósofos de agora? De que se ocupam? O que se espera deles? O mesmo que em qualquer época, de acordo com o filósofo e poeta Antonio Cicero. Vêm à lembrança os olhos enviesados e o cachimbo pendendo eternamente da boca de Jean-Paul Sartre, ou Michel Foucault. É nossa herança. A universidade pública brasileira nasceu de um modelo francês, que nos legou a figura do intelectual que toma a palavra em público e pensa as questões do nosso tempo, como lembra Olgária.

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