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Livro debate mídia e literatura

24 de agosto de 2010
2 min de leitura

Na obra, autores falam sobre o próprio ofício

A mídia é feita de imagens. A literatura, de palavras. O número de suportes é evidentemente desigual: a seu favor, a imagem se apresenta por meio das telas de celulares, televisores, cinemas e incontáveis aparelhos eletrônicos, e ainda conta com a ajuda de impecáveis estímulos sonoros. Já a palavra literária, por um punhado de páginas de papel. A mídia ocupou o lugar que antes pertencia à literatura. E isso pode não ser tão ruim assim para os escritores contemporâneos, sejam eles iniciantes ou experientes. É o que defende o jornalista e professor da UnB Sérgio de Sá no livro A reinvenção do escritor: literatura e mass media (Editora UFMG, 276 pp., R$ 50), resultado da tese de doutorado em estudos literários defendida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O escritor como perdedor não tem que dar satisfação. Essa derrota pode ser vista como vitória. Por ser perdedor, está livre para fazer o que quiser. Ou você diz não à cultura de mídia e se fecha ou dialoga com essa cultura de maneira inteligente. Se deixar aderir totalmente não me parece uma alternativa válida”, explica o autor.

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