Originalidade e plágio
Usar, no interior de uma obra, um texto que seja universalmente conhecido, de outro autor, não é plágio
Recentemente, Helene Hegemann, uma jovem alemã de apenas 17 anos, fez grande sucesso de crítica com seu primeiro romance, intitulado Axolotl Roadkill. O problema é que logo se descobriu que longos trechos desse romance haviam sido copiados da obra de um autor menos conhecido. Pois bem, longe de pedir desculpas pelo plágio, a moça afirmou que “não existe originalidade; o que existe é autenticidade”. É evidente que o fato de não haver originalidade absoluta não significa que não haja originalidade relativa ou que esta não possa em princípio ser conferida. Contudo, a falsa tese de que simplesmente não existe originalidade tornou-se trivial nesses tempos de internet e de “cópia e cola”, e é frequentemente invocada, nos Estados Unidos (será diferente no Brasil?) por alunos universitários acusados de plágio. Segundo a antropóloga Susan D. Blum, professora da Universidade de Notre Dame, em Indiana, “nossa noção de autoria e originalidade nasceu, floresceu, e pode estar murchando”.
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