Filme revela a intimidade de Saramago
Documentário José e Pilar, sobre amor e morte, tem making of exibido hoje na Bienal e estreia em novembro
A versão do filme “José e Pilar” que será exibida hoje na 21ª Bienal do Livro, às 19h -a mesma mostrada há quase duas semanas na Flip-, é dominada por imagens que não estarão no documentário do português Miguel Gonçalves Mendes a ser lançado em novembro. O filme perscruta sutilezas do cotidiano do escritor José Saramago com a mulher, a jornalista espanhola Pilar del Río. Baseia-se em 230 horas de gravações da intimidade do casal por três anos, justo o período de feitura de A viagem do elefante, penúltimo livro do Nobel português, lançado em 2008. Segundo o diretor, a versão comercial não trará entrevistas com Saramago, morto em junho passado, que aparecem à farta na fita a ser exibida hoje, com 40 minutos de duração. A edição trazida ao Brasil mescla essa intimidade a algo como um making of. Vemos Saramago dar tapinhas na bunda de Pilar, que atravessa sem cerimônia na frente do computador. Numa tomada lateral, o escritor aparece concentrado em frente ao monitor. Quando a câmera mostra a tela… Saramago está a jogar paciência.
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