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A escrita com e sem pressa

14 de agosto de 2010
2 min de leitura
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Elogiado pela crítica, o inglês Tom Rachman faz do seu romance de estreia, “The Imperfectionists”, uma apurada radiografia do universo dos jornais impressos, e dos jornalistas, na veloz era da web

O que pode acontecer quando: a) Antes de completar 35 anos, um escritor estreia com um romance considerado tão bom por um influente crítico nova-iorquino que ele diz sentir pena do autor por ter elevado às alturas o patamar de expectativas em torno do seu talento?; b) Mal o romance é lançado, um produtor chamado Brad Pitt compra os direitos para levar a história ao cinema? “Encaro isto de duas maneiras”, responde pausadamente Tom Rachman, o autor em questão, de sua casa em Londres. “Primeiro, eu me sinto mesmo intimidado. Segundo, acho que tive uma sorte insana, por conseguir publicar The Imperfectionists (Dial Press, 272 pp., US$ 25) e ter a chance de escrever o próximo romance. Estaria louco se visse algo negativo nisso. Quantos milhares de pessoas estão tentando, sem sucesso, publicar seus livros?” A obra de estreia de Rachman será lançada no Brasil entre março e abril de 2011 pela Record. A crítica Janet Maslin, do New York Times, disse que a transição de Tom Rachman do jornalismo para a ficção “é nada menos do que espetacular.” A história de The Imperfectionists: A Novel é contada em 11 capítulos, cada um concentrado num dos personagens ligados a um jornal de língua inglesa em Roma.

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