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Fausto De Sanctis, juiz na vida e na ficção

13 de agosto de 2010
2 min de leitura

Ele divide-se entre os casos de crime do colarinho branco e a literatura e lança obra em que retrata os bastidores da Justiça

Enquanto escrevia sua primeira obra de ficção, Fausto Martin De Sanctis foi acometido por um sentimento de culpa: “Deveria estar escrevendo algo mais técnico”, pensou o juiz. Assim que terminou o livro, começou a escrever outro, este didático, e embrenhou-se novamente no mundo jurídico – embora dele não tenha, de fato, saído. O resultado pode ser visto em sua agenda de compromissos. Em um intervalo de apenas cinco dias, publica dois livros de sua autoria: Xeque-Mate, sua primeira obra de ficção, foi lançada nesta quinta pela Editora Gol; Lavagem de dinheiro, jogos de azar e futebol (268 pp., R$ 64,70), será lançada na segunda-feira pela Juruá Editora. Pelo veredicto do inquieto magistrado já passaram o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos; o banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity e principal alvo da Operação Satiagraha; e os executivos da construtora Camargo Corrêa. Ainda que seja um livro de ficção, Xeque-Mate não afasta De Sanctis do meio jurídico. Trata-se da história do juiz Fernando Montoya Di Sorrento, que se vê envolvido em um caso de repercussão a ser julgado por ele.

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