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Gianetti entre a mente e o cérebro

13 de agosto de 2010
2 min de leitura

Economista lança a primeira ficção

Em “Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos”, Tom Stoppard promove dois figurantes de ‘Hamlet’, amigos de infância do príncipe, à condição de protagonistas da cena. A certa altura da peça, Rosencrantz, a bordo de um navio, esboça uma revolta. Ele protesta porque não passa de uma ponta insignificante no grande drama; porque sua vida transcorre à mercê de roteiro que não foi ditado por ele, como uma peça endentada na máquina do mundo. Esse trecho de A ilusão da alma – Biografia de uma ideia fixa (Companhia das Letras, 256 pp., R$ 46) pode servir como um aperitivo para as grandes questões que permeiam o mais recente livro de Eduardo Giannetti. Nascido em Belo Horizonte em 1957, de sólida formação acadêmica, com passagem pela Universidade de Cambridge, ele desenvolve uma curiosa carreira como escritor, cada vez mais distante dos temas tradicionalmente tratados na economia. Neste seu sétimo livro para a Companhia das Letras, Giannetti se arrisca mais do que em todas suas obras anteriores. A ilusão da alma é um livro de ficção, a primeira de Giannetti. [Assinantes do Valor conferem a entrevista aqui]

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