A volta de dona doida
Após jejum de 11 anos, a poeta mineira Adélia Prado lança A duração do dia
Desde 1999, quando publicou Oráculos de maio, a poeta Adélia Prado não lançava um livro de poesias. O jejum termina nesta semana, quando chega nas livrarias A duração do dia (Record, 112 pp., R$27,90), no qual ela novamente escreve para manter um diálogo com Deus – em seus versos, estabelece-se uma ponte com a transcendência e uma crença na perenidade da carne e na eternidade da alma. Maior poeta brasileira viva, ao lado de Ferreira Gullar e Manoel de Barros, Adélia tanto flerta com a metafísica como se atém aos detalhes do cotidiano, mas, acima de tudo, aposta na grandeza das pequenas coisas. Soma agora oito títulos de poesia, versos que traduzem o sagrado no cotidiano e que inspiraram Fernanda Montenegro a montar o monólogo Dona Doida, em 1987, com poemas colhidos em sua obra.
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