Livro entrelaça psicanálise e teoria social
Safatle aborda teoria do fetichismo à luz da atualidade e do mito individual
A ideia de “fetichismo” apareceu pela primeira vez em 1756 como crítica de sociedades primitivas, migrou para a psicologia em 1887 dentro de estudos sobre a perversão e, hoje, torna-se conceito importante para a compreensão de certos traços ordinários da sociedade. O argumento é de Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP, e serve de guia para o livro Fetichismo: Colonizar o outro (Civilização Brasileira, 154 pp., R$ 24,90), lançado dentro da coleção “Para Ler Freud”. Segundo Nina Saroldi, coordenadora da coleção, a ideia é apresentar textos de Freud de forma didática, fazendo a ponte entre o contexto original e temas atuais. Quem buscar nas páginas sobre o fetichismo uma leitura fácil vai se frustrar logo na introdução. Mas também ali vai perceber que o livro que tem em mãos oferece muito mais do que uma simples apresentação de um conceito utilizado por Freud.
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