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Flip aumenta venda de livros dos autores convidados

04 de agosto de 2010
2 min de leitura

Para o curador, “festa tem mais a ver com prestígio intelectual do que com impacto de vendas”

Em outubro do ano passado, o diretor comercial da Editora Global, Richard Alves, ouviu um boato animador: de que o sociólogo Gilberto Freyre –um dos principais nomes da editora– seria homenageado na Flip de 2010. “Primeiro foi um zum-zum, depois a organização entrou em contato com a família, para saber se alguém se opunha”, ele lembra. Firmado o acordo, Alves teve a certeza de que sua galinha dos ovos de ouro –o livro “Casa Grande & Senzala”, de Freyre– acabara de ter o quilate depurado. O otimismo não era em vão. De acordo com dados da editora, o livro vendeu 2.014 cópias de maio a junho deste ano –34% a mais do que os 1.502 exemplares comercializados no mesmo período do ano passado. No intuito de constatar a influência comercial da Flip, a Folha pediu a seis editoras que levantassem dados sobre alguns autores que protagonizaram as últimas duas edições do evento. Cia das Letras, Objetiva, Cosac Naify e Ediouro responderam, com números absolutos ou percentuais. Via de regra, observou-se um aumento de vendas em julho –mês em que ocorre o evento (o deste ano acontece em agosto, em razão da Copa). Confira. Flavio Moura, curador da Flip, enfatiza que, para as editoras, o evento não gera necessariamente dividendos: “A festa tem mais a ver com prestígio intelectual do que com impacto de vendas”.

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