Keats foi poeta, sonhou e amou na vida
“Brilho de Uma Paixão”, filme de Jane Campion, retrata o amor 100% romântico de John Keats por sua jovem musa
Na Inglaterra, na Austrália e na Nova Zelândia, a história é razoavelmente conhecida – o romance entre o poeta John Keats e sua musa, Fanny Brawne, ultrapassa a história da literatura. Havia o risco – essa história 100% romântica teria condições de interessar ao público não necessariamente de língua inglesa? Em Cannes, no ano passado, a diretora Jane Campion admitia que valia a pena ter arriscado. A resposta dos espectadores – jornalistas de todo o mundo – havia superado sua expectativa mais otimista. É verdade que Brilho de Uma Paixão, Bright Star, que estreia hoje em São Paulo, é o melhor filme da autora desde os sucessos do começo de sua carreira, com obras como Um Anjo em Minha Mesa e O Piano, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes.
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