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Tradutores veem erros em obras do vencedor de Prêmio da ABL

19 de junho de 2010
2 min de leitura

Concorrentes são indicados pelos acadêmicos; não há inscrição

Três anos após causar espécie ao dar seu prêmio máximo, o Machado de Assis (R$ 100 mil), ao economista Roberto Cavalcanti de Albuquerque, que escreveu um livro com o presidente Marcos Vinicios Vilaça, a Academia Brasileira de Letras volta a ter uma de suas premiações no centro de uma polêmica. Tradutores apontaram erros que consideram “inacreditáveis” no trabalho do vencedor da categoria “tradução”, o médico pernambucano Milton Lins, e contestam os critérios para a escolha dos laureados –por indicação, e não por inscrição. Num poema do franco-uruguaio Jules Laforgue, em Pequenas traduções de grandes poetas -Volume 4, Lins traduz o que seria “têmpora” como “tampa” e transforma “fresca” em “frete”. Os equívocos foram revelados pela tradutora Denise Bottmann, no blog Não gosto de plágio, e críticas ressoaram no meio. “São sandices completas, não têm nada a ver [com o original]”, afirmou Jório Dauster, tradutor de Nabokov e Salinger. Integrante da diretoria da Associação Brasileira de Tradutores, Joana Canêdo definiu os erros como “aberrantes”. Criado em 2003, o prêmio de tradução da ABL já foi dado a Boris Schnaiderman (2003), Bárbara Heliodora (2007) e Paulo Bezerra (2009), entre outros.

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