Ex-dirigente do Barcelona conta seu caso de sucesso
Lançamento é da Larousse
O leitor conhece alguma atividade econômica em que a agência reguladora, incumbida de definir as regras do mercado, seja também o principal competidor, tomando das empresas seus melhores talentos para produzir e vender o mesmo produto, sem arcar com os salários e ficar com o lucro? O futebol é assim. E a entidade de mão grande é a Fifa, o órgão máximo do esporte que mais apaixona os brasileiros e bilhões de pessoas que, a partir desta semana, param para assistir à Copa do Mundo na África do Sul. Os jogadores selecionados são remunerados pelos clubes, mas a Copa e outras competições pertencem à Fifa. Ela ganha mais dinheiro, sem pagar nada. Essa é uma das particularidades da indústria do futebol apontadas pelo empresário catalão Fernan Soriano Compte em A bola não entra por acaso (Larousse, 208 pp., R$ 29,90). Presidente da Spanair, segunda maior companhia de aviação da Espanha, Soriano foi vice-presidente do Barcelona. O livro é o relato da bem-sucedida experiência de Soriano como dirigente, de 2003 a 2008. Seu objetivo, porém, é mais ambicioso do que contar como ele ajudou o Barça a sair da condição de semifalência para se tornar a potência que é hoje. Pretende ser um manual sobre gestão empresarial, o que deixa o livro parecido com outros do gênero, abordando temas como estratégia, liderança, inovação, recursos humanos e negociação.
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