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Três novos livros exploram obra de Iberê Camargo

15 de junho de 2010
2 min de leitura

Artista gaúcho é tema de volume introdutório e outro de ensaios, além de ter os próprios escritos editados

“Não há espaço para a alegria”, escreveu o artista Iberê Camargo. “Toda grande obra tem raízes no sofrimento.” Mas a dele não era uma angústia homogênea. A obra deste pintor gaúcho, morto há 16 anos, está arquitetada sobre contrastes agudos, quente e frio, presente e passado, mergulho introspectivo contra a impetuosidade. Três livros lançados agora pela Cosac Naify exploram a fundo o universo que estrutura a obra de um dos maiores pintores do país, conhecido por telas de gestual exacerbado, estética grotesca e a obsessão com que pintou os carretéis de costura da mãe. Se no primeiro deles, Iberê Camargo: origem e destino (112 pp., R$ 29), a crítica Vera Beatriz Siqueira introduz a obra do artista, o segundo, Gaveta dos guardados (144 pp., R$ 25), vai além, trazendo os escritos do pintor. Tríptico para Iberê (448 pp., R$ 49), de Daniela Vicentini, Laura Castilhos e Paulo Ribeiro, reúne estudos sobre a técnica do artista, a série dos carretéis e uma análise dos textos que escreveu. “Não há um ideal de beleza”, escreveu o artista. “Mas o ideal de uma verdade pungente e sofrida que é minha vida, e tua vida, é nossa vida, nesse caminhar no mundo.”

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