Morre o biógrafo de Ciccillo Matarazzo
Fernando Azevedo tinha 85 anos e sofria de Mal de Alzeimer
Tirassem o lápis da mão de Fernando Azevedo de Almeida, e ele não saberia mais o que fazer. Adorava escrever, lembra sua mulher, Vicky. Em 1945, o filho de portugueses teve a oportunidade de mostrar seu talento. Soube de um concurso num jornal, apresentou uma reportagem, ganhou e começou a trabalhar como jornalista. Acabaria entrando para os Diários Associados. Na TV Tupi, passou a escrever textos para o Repórter Esso. Trabalharia ainda na Excelsior e no Shopping News, onde se aposentou após editar o caderno de turismo por 15 anos. Depois, fez serviços para a Folha da Manhã. Quando decidiu escrever fora da imprensa, dedicou-se à biografia. É autor de O Franciscano Ciccillo, sobre a vida de Ciccillo Matarazzo, fundador da Bienal de SP. Por causa da obra, lembra a mulher, Fernando acabou chateando um de seus amigos, o ex-presidente da República Jânio Quadros. Fernando sofria de mal de Alzheimer. Morreu dia 11, aos 85 anos.
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