O abecedário do misterioso Fernando Pessoa
Dicionário sobre o modernismo português se baseia na vida do poeta lisboeta
Em 13 de junho são lembrados os 122 anos de nascimento do escritor português Fernando Pessoa – e, por que não?, também de Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares, seus famosos heterônimos, seus poetas inventados. Assim desdobrado em vários, Pessoa conseguiu confundir a relação entre autoria e personalidade, vida e obra, sentimento e expressão. Atento a essa complexa rede armada pelo poeta que, à medida que experimentava na escrita também buscava a própria voz, o pesquisador e crítico Fernando Cabral Martins organizou o Dicionário de Fernando Pessoa e do modernismo português (LeYa, 988 pp., R$ 119,90). São mais de 600 artigos reunidos escritos por estudiosos renomados (como a brasileira Leyla Perrone-Moisés e o americano Richard Zenith) que, a partir da obra do poeta, contextualizam aquele movimento literário em Portugal, que não apenas modificou as artes mas a sociedade como um todo. O ponto de partida é a data da primeira aparição pública de Pessoa, 1912, e ruma até o ano de sua morte, 1935.
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