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Ela vingou Che

12 de junho de 2010
2 min de leitura
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Sai na Argentina e na Alemanha o livro “La mujer que vengó al Che Guevara”

Na fria madrugada de domingo, 13 de maio, um telefonema inesquecível de uma amiga trouxe a notícia dilacerante para Beatrix Ertl: — Já soube? — O que? — Mataram sua irmã! Passaram-se 37 anos desde aquela síncope. E Beatrix já consumiu mais da metade da vida na casa de Kupini, bairro popular de La Paz, à espera de uma outra notícia: a localização do corpo de Monika, morta aos 32 anos de idade em uma emboscada da polícia política boliviana. — No governo dizem que fizeram um enterro cristão, mas não podem contar onde está o corpo porque isso é proibido — ela diz em entrevista por telefone, numa voz que mistura tons de raiva, frustração e lamento. Pouco conhecida, a história de Monika Ertl é um thriller que começa na Alemanha nazista, atravessa a Guerra Fria, emerge nos romances de mulher emancipada na luta armada e termina em corpo desaparecido na sangrenta rotina de golpes bolivianos. Virou livro pelas mãos do jornalista Jürgen Schreiber — La mujer que vengó al Che Guevara, recém-lançado na Alemanha e Argentina, ainda sem previsão para o Brasil. Está em documentário do cineasta Christian Baudissin (“Wanted”, 1988). E é tema de dois longa-metragens em produção.

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