Pushkin e Tolstói, duas faces do drama russo
Clássicos dentro e fora de seu país, obras reafirmam a permanência de uma literatura centrada na rebeldia
Tolstói (1828-1910) e Pushkin (1799-1837) guardam em comum o fato de terem sido aristocratas rebeldes vivendo em duas épocas particularmente turbulentas na Rússia. Mais do que isso, impressiona como o conde Liev Tolstói, de certo modo, seguiu o roteiro – amoroso, político, filosófico – da vida de Alexander Pushkin e como a sua literatura lida com temas que seu antecessor não teve tempo para desenvolver. No ano do centenário de morte de Tolstói, que começou a ser comemorado em janeiro com a estreia de A Última Estação – filme sobre seus últimos dias dirigido pelo americano Michael Hoffman -, mais uma coincidência liga os dois grandes escritores: Ressurreição (Cosac Naify, 431 pp., R$ 79), o derradeiro romance de Tolstói, chega às livrarias brasileiras pela primeira vez traduzido diretamente do russo por Rubens Figueiredo, coincidindo com o lançamento da obra-prima de Pushkin, Eugênio Oneguin (Record, 288 pp., R$ 47,90), que ganha sua primeira tradução brasileira por Dário Castro Alves. Leia trechos dos livros de Pushkin e Tolstói.
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