Ediouro investe no mercado digital
Grupo cria companhia especializada em títulos virtuais e em impressão de pequenas tiragens
Após promover pelo menos seis aquisições e duas joint ventures na última década, a Ediouro não pensa em voltar às compras. O grupo carioca está apostando na impressão de livros em pequenos volumes e na digitalização de seus próprios títulos, de outras editoras ou de um conteúdo encomendado pelo cliente. A estratégia segue o caminho da Amazon. Para esse negócio, a Ediouro criou em dezembro a Singular Digital, que tem uma unidade própria em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foram investidos R$ 7,5 milhões. Com a empresa independente, o grupo tenta atender também outras editoras com serviços de impressão de títulos que demandem uma tiragem baixa. “Hoje já atendemos a editora da FGV e outras pequenas editoras. Em relação às grandes, ainda existe uma resistência porque a Singular pertence à Ediouro”, explicou Luiz Fernando Pedroso, diretor-geral da Ediouro. “Os sites das livrarias Saraiva, Cultura, Travessa, Argumento e Senac já realizam pedidos de títulos que serão impressos sob demanda. O pedido chega até nós, que fazemos a impressão e também a entrega do livro, como faz a Amazon”, afirma Newton Neto, diretor da Singular. A entrada da Ediouro no mundo virtual não é à toa e acontece após um 2009 ruim nas lojas físicas. O faturamento bruto ficou em R$ 252,2 milhões, pouco acima dos R$ 251,3 milhões registrados em 2008. O lucro líquido, por sua vez, caiu de R$ 23 milhões para R$ 12,4 milhões. A Ediouro prevê para este ano faturamento de R$ 280 milhões.
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