Vazamento de esgoto estraga acervo de livrarias
Da Vinci e Berinjela ainda não calcuram o prejuízo
Livros e água não combinam. Mas, graças ao entupimento de uma tubulação da Cedae, as estantes das livrarias Leonardo da Vinci e Berinjela, que ficam no subsolo de uma galeria na Avenida Rio Branco, viraram nesta terça-feira uma cachoeira suja e malcheirosa. De manhã até a noite, a água, misturada a esgoto, jorrou do teto das lojas. No fim do dia, a Defesa Civil interditou uma das cinco salas da Leonardo da Vinci e toda a Berinjela. Muitos livros tiveram que ser retirados às pressas, com a ajuda de lojistas, e outros ficaram molhados. Os prejuízos ainda não foram calculados. Como nada fazia parar a “enxurrada”, à noite a tristeza e o desânimo tomaram conta de funcionários e aficionados por literatura que frequentam o lugar. Gerente da loja e uma das sócias, Milena Duchiade estava arrasada. “É uma cachoeira horrorosa de esgoto que não para de cair. A barra está muito pesada. A gente arrastou mesa, retirou livros, mas é claro que muita coisa se perdeu. Como nossa preocupação ainda é conter o alagamento, ainda não pudemos parar para pensar nos prejuízos – disse Milena, que estava no Salão do Livro Juvenil quando foi chamada pela mãe, apavorada ao ver o esgoto escorrer pelas paredes da livraria.
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