Engenharia de Produção (Editorial)
Na coluna de hoje, Cindy questiona se seria realmente interessante usar técnicas de engenharia de produção na edição de livros
E então chegamos ao tema que me persegue já há alguns anos e que, sempre que posso, apresento aos meus colegas no trabalho: seria realmente interessante usar técnicas de Engenharia de Produção na produção de livros? Em que medida? Certamente diminuiríamos desperdícios, chegaríamos ao limite de página/pessoa/dia, usaríamos ferramentas de Qualidade e Estatística para prevenir erros etc., mas isso seria realmente lucrativo para a editora? Ou teríamos equipes mais desmotivadas e, por consequência, aumento da incidência de absenteísmo e turnover?
Os departamentos editoriais têm seus cargos preenchidos basicamente por ex-alunos das faculdades de Comunicação (principalmente, Produção Editorial e Jornalismo) e Letras. Analisando as disciplinas oferecidas por esses cursos, dificilmente achamos alguma ementa que trate sobre tópicos de Administração ou Engenharia de Produção. Esse público acharia positivamente desafiador trabalhar de maneira “tão controlada” ou se sentiria desmotivado? “Ficaria totalmente desmotivada, me sentiria o Chaplin em Tempos Modernos apertando parafusos” e “Acho que seria ótimo, todo mundo gosta de trabalhar de maneira organizada” foram respostas que já ouvi. Aguardo a sua!
Na próxima coluna, analisaremos detalhadamente as respostas da primeira enquete.
E participe da enquete de hoje: O que motiva você a trabalhar no departamento editorial? Respostas para enquete@publishnews.com.br até a próxima terça (15/06/2010).
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