Gilles Jacob conta episódios reveladores de Cannes
Lançamento é da Companhia das Letras
À frente da presidência do júri, a bela atriz francesa Isabelle Adjani revela-se uma figura caprichosa e manipuladora. Na mesma função, o genial diretor franco-polonês Roman Polanski comportou-se como um “menino mimado” que impôs a tripla (e inédita) premiação a Barton Fink – Delírios de Hollywood (1991), dos irmãos Coen. E o ano em que a organização do evento pagou um dobrado para cumprir as exigências da entourage de Francis Ford Coppola quando o diretor finalmente concordou em exibir por lá o controverso Apocalipse now (1979). Essas e muitas outras intrigas dos bastidores do Festival de Cannes estão contidas no livro Cidadão Cannes – O homem por trás do festival (Companhia das Letras, 362 pp., R$ 43,20), contadas por aquele que privou da intimidade de todos os envolvidos: Gilles Jacob, ex-crítico de cinema que assumiu a direção do maior festival de filmes do planeta em 1976 e passou para a presidência do evento em 2000. As inconfidências, deliciosas, são muitas, mas contadas com a delicadeza de um gentleman: “Omiti casos envolvendo personagens mais sensíveis. Ou seja, não disse um centésimo do que poderia dizer – confessou Jacob, que completa 80 anos em julho, ao Caderno B, em seu escritório, durante o último Festival de Cannes. Leia a entrevista.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
