Matriarca da família Buarque de Holanda morre aos 100 anos
Maria Amélia Cesário Alvim Buarque de Hollanda ajudou, lá atrás, nas pesquisas de “Raízes do Brasil”
Aos 100 anos, Maria Amélia Cesário Alvim Buarque de Hollanda morreu de maneira discreta, na madrugada de quinta-feira: dormindo e de causas naturais. Estava no apartamento do sétimo andar do Edifício Alcazar, construído na década de 30, na pequena Rua Almirante Gonçalves, nº 4, em Copacabana, quase ao lado do botequim Bip Bip, um dos redutos da boêmia carioca que, aliás, Memélia – apelido de família dado pela neta Bebel Gilberto – ajudou a abrir. Mas nunca gostou de que se falasse nisso. A discrição foi uma de suas marcas. Como boa matriarca, Maria Amélia atuava à sombra e à moda antiga. Ajudou nas pesquisas e datilografou os originais do clássico Raízes do Brasil, de 1936, escrito pelo marido, o historiador e crítico Sérgio Buarque de Hollanda (1902-1982).
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