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Os tipos de John Fante

19 de abril de 2010
1 min de leitura

Livro de contos é marcado por histórias autobiográficas que desvendam o perfil do mítico autor americano

O centenário de nascimento do escritor ítalo-americano John Fante (1909–1983) foi comemorado no ano passado. Na onda, a José Olympio lança o livro de contos O vinho da juventude (336 pp., R$ 42 – Trad: Roberto Muggiati), trazendo seus relatos curtos escritos na década de 40. Católico em um país de protestantes, fato que o colocou várias vezes em situações constrangedoras, John Fante publicou seu primeiro conto em 1932, no The American Mercury. Quando recebeu a história, o escritor e editor do jornal, H.L. Mencken (uma das grandes admirações literárias de Fante) escreveu ao autor: “Caro senhor Fante. O que o senhor tem contra uma máquina de escrever? Se você transcrever este manuscrito em tipos, terei prazer em comprá-lo”. Na verdade, Fante era tão pobre que nem máquina tinha. Essa condição social, suas inquietações e conflitos, os valores católicos, sua ascendência italiana e um grande vazio existencial estão presentes em todos os contos de O vinho da juventude.

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