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Singer mostra a longevidade como fardo

16 de abril de 2010
1 min de leitura

Obsessão com a morte ou sua proximidade marcam contos do Nobel de 1978

Isaac Bashevis Singer (1904-1991), um judeu polonês radicado nos Estados Unidos, tornou-se conhecido mundialmente ao vencer, em 1978, o prêmio Nobel de Literatura. Ele é autor de dezenas de livros contos e romances, além de alguns ensaios. Este A morte de Matusalém e outros contos (Companhia das Letras, 240 pp., R$ 44 – Trad.: Alexandre Hubner) reúne 20 ficções curtas (a maioria em torno de dez páginas), quase sempre abordando temas como a proximidade da morte, adultério e o desejo, sempre norteados por uma religiosidade onipresente. Logo no prefácio, Singer adverte que todos os contos foram elaborados com seu conhecido rigor e planejamento, exceto um, justamente o que dá nome ao livro. Este foi escrito de uma vez, a partir de uma ideia que surgiu meio por acaso. Quase se escreveu a si mesmo, como explica o autor. Curiosamente, é uma síntese de todos os temas que compõem os outros contos.

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