Livros com responsabilidade ambiental
Títulos da Fundação Paula Souza serão feitos com plásticos reciclados
A Vitopel, que detém a tecnologia mundial para produzir papel sintético a partir de plásticos reciclados, vai fornecer 170 toneladas desse material, o Vitopaper, para a impressão de 261 mil livros didáticos da Fundação Paula Souza. Os livros serão disponibilizados para as escolas técnicas do Estado de São Paulo. O material é feito a partir de plásticos reciclados do pós-consumo, como embalagens, rótulos e sacolas.
Segundo o presidente da Vitopel José Ricardo Roriz Coelho, o diferencial deste produto é que sua tecnologia permite a reutilização de diferentes tipos de plásticos que seriam destinados ao lixo. “Para cada tonelada produzida, retiramos das ruas e lixões cerca de 850 quilos de resíduos plásticos”, diz.
A fabricação do papel sintético resulta em material de alta qualidade visual, resistente, similar ao papel couché, que permite a escrita manual com canetas esferográficas, canetas de ponta porosa ou lápis, e a impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa.
Outra vantagem do produto é vista no processo de impressão, que absorve menos tinta, gerando uma economia de cerca de 20% em relação a outros materiais. Além disso, o papel pode ser reciclado inúmeras vezes.
Criada em meados de 2009, a Vitopel produziu mais de mil toneladas deste papel e trabalha este ano para triplicar a produção. O Brasil detém 60% do consumo sul-americano de embalagens flexíveis e a Vitopel detém 52% do mercado nacional, sendo que 64% de sua produção são para segmentos de embalagens. A empresa atende clientes como Nestlé e Unilever, Kraft Foods, PepsiCo., Coca-Cola, Ambev, Bunge, Tetra Pak, International Paper, Suzano Papel e Celulose, Marilan, Arcor, entre outros.
Anualmente, produz 150 mil toneladas de filmes flexíveis em suas três unidades – duas no Brasil (Mauá e Votorantim, no estado de São Paulo) e uma em Totoral (Argentina). Em Votorantim, estrá a única Planta Piloto e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da América Latina, o que lhe permite a busca constante por soluções em filmes flexíveis para as mais diversas demandas do mercado.
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