Livros de Keith Haring – ou baseados nele – são editados
Obras marcam os 20 anos da morte do artista pop
Quando Nina fez sete anos, ganhou de presente do amigo Keith Haring um livro com ilustrações para acompanhar o que quisesse colar, desenhar, guardar ou rabiscar nele. Mas seu pai, o pintor Francesco Clemente, não deixou que fizesse nenhuma marca no caderno. Ela percebeu então que o presente era uma obra de arte e que o homem que frequentava sua casa e passava mais tempo entre as crianças do que com os adultos era um grande artista. Agora, 20 anos depois da morte de Haring, em decorrência de Aids aos 31, O livro da Nina para guardar pequenas coisas (Cosac Naify, 72 pp., R$ 49), de Nina Clemente, é editado no Brasil. É o primeiro numa série de lançamentos que marcam essas duas décadas de ausência de um dos maiores nomes da arte pop. Na cola do livro infantil, seus diários estão sendo reeditados nos Estados Unidos, pela Penguin [Keith Haring Journals (464 pp., US$ 20)], e a Cosac Naify lança Ah, se a gente não precisasse dormir!, volume em que crianças e adolescentes analisam a arte de Haring.
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