Avanços na tradução literária
O desafio da tradução de clássicos é discutido por os especialistas
“O desafio da tradução criativa começa no momento em que constatamos que a única língua inteiramente ao nosso alcance é aquela em que de fato pensamos e vivemos”, escreve o tradutor Modesto Carone no livro Lições de Kafka, o qual, além de decifrar os enigmas da obra do escritor tcheco, reflete sobre a atividade do tradutor literário. Não é de hoje que se discute até que ponto pode-se avançar na tradução de uma obra literária, sobretudo quando envolve grandes autores. O tradutor é sempre alvo do velho adágio italiano traduttore, traditore, que relaciona tradutor a traidor. Será mesmo? Algumas editoras brasileiras estão se esforçado para mostrar que não é bem assim. Na esteira do centenário de morte de Tolstói, a Cosac Naify prepara o lançamento, em novas traduções diretas do russo, do clássico Guerra e paz e de Ressurreição, último romance do autor. A Record está para lançar uma coleção de longos romances escritos no século 19, em inglês e só por mulheres: o primeiro título será Silas Marner, de George Eliot. Responsável pela coleção, a escritora Heloisa Seixas acredita que não se pode inventar na hora de traduzir textos de ficção, mas também não dá para se traduzir tudo ao pé da letra.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
