Publicidade
Voltar CLIPPING

Avanços na tradução literária

10 de abril de 2010
2 min de leitura
20100412012616757453460217

O desafio da tradução de clássicos é discutido por os especialistas

“O desafio da tradução criativa começa no momento em que constatamos que a única língua inteiramente ao nosso alcance é aquela em que de fato pensamos e vivemos”, escreve o tradutor Modesto Carone no livro Lições de Kafka, o qual, além de decifrar os enigmas da obra do escritor tcheco, reflete sobre a atividade do tradutor literário. Não é de hoje que se discute até que ponto pode-se avançar na tradução de uma obra literária, sobretudo quando envolve grandes autores. O tradutor é sempre alvo do velho adágio italiano traduttore, traditore, que relaciona tradutor a traidor. Será mesmo? Algumas editoras brasileiras estão se esforçado para mostrar que não é bem assim. Na esteira do centenário de morte de Tolstói, a Cosac Naify prepara o lançamento, em novas traduções diretas do russo, do clássico Guerra e paz e de Ressurreição, último romance do autor. A Record está para lançar uma coleção de longos romances escritos no século 19, em inglês e só por mulheres: o primeiro título será Silas Marner, de George Eliot. Responsável pela coleção, a escritora Heloisa Seixas acredita que não se pode inventar na hora de traduzir textos de ficção, mas também não dá para se traduzir tudo ao pé da letra.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade