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Será que as pessoas precisam de um iPad?

04 de abril de 2010
2 min de leitura

Para que o muito promovido iPad se torne uma febre entre os consumidores, a Apple vai ter de mudar a cabeça de pessoas como Jon Byron.

Byron, 54 anos, banqueiro de Connecticut, saiu da loja da Apple na Quinta Avenida, com um leitor digital para testes e sérias dúvidas sobre a nova tendência. “Posso fazer tudo com MacBook Pro, celular e BlackBerry”, disse Byron. “Não preciso de mais aparelhos”. Apesar de todo o frenesi em volta do novo dispositivo da Apple – e uma atmosfera de circo nas lojas marcou o lançamento do iPad neste sábado – sentimentos como esse são, para a Apple pelo menos, comuns. Muitos consumidores não entendem o propósito do aparelho, não estariam dispostos a pagar US$ 500 ou mais por ele, e não gostariam de ter outro dispositivo eletrônico além de um computador e um smartphone. “Os primeiros 5 milhões de iPads serão vendidos na emoção”, disse Guy Kawasaki, um empresário do Vale do Silício que foi executivo da Apple nos anos 80. “Mas vejamos: você não pode dar um telefonema com ele, não pode tirar uma foto, e terá de comprar conteúdo que até agora não estava disposto a pagar. Parece difícil para mim.” A Apple e outras empresas que estão lançando uma onda de leitores digitais sensíveis ao toque enfrentam um desafio ambicioso. A indústria quer criar um mercado para um tipo de aparelho que a maioria das pessoas não precisa – ou ainda não sabe que precisa. (The New York Times)

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