Kiki de Montmarnasse, uma biografia em HQ
Obra mostra como foi intensa a vida da atriz e modelo dos principais artistas da Paris dos anos 1920
Kiki é que era mulher de verdade. Modelo, atriz, pintora, cantora e amante de vários artistas na Paris dos anos 1920, ela pensava em luxo e em riqueza, mas, diferentemente da Amélia dos compositores Ataulfo Alves e Mário Lago, Kiki tinha, sim, uma tremenda vaidade. Nascida Alice Prin em 1901, recebeu o apelido de Kiki — corruptela de Aliki, seu nome em grego — de presente do apaixonado pintor polonês Maurice Mendjisky, que a retratou em “Kiki de Montparnasse”, famosa tela de 1921. Depois, a moça roliça, de nariz proeminente e cabelos à la Louise Brooks, que ganhava uns trocados posando para pintores do bairro francês, ainda se envolveria com outros artistas, como Moïse Kisling, Fujita Tsuguharu e, finalmente, Man Ray, seu grande amor. Não é por acaso que Kiki aparece na foto mais famosa do autor: “O violino de Ingres”. A imagem de 1924 é tão forte que serve de referência para a capa de Kiki de Montparnasse (Galera Record, 416 pp., R$ 54,90 – Trad. Tatiana Salem), volumosa biografia em quadrinhos escrita por José-Louis Bocquet e ilustrada por Catel Muller, ambos franceses, que acaba de sair no Brasil.
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