Rui Campos, um mineiro sonhador
Ainda jovem, em BH, o fundador da Livraria da Travessa decorava os nomes das ruas de Copacabana
Natural de Belo Horizonte, Rui Campos, fundador e hoje um dos sócios da Livraria da Travessa, passou a juventude idealizando o Rio de Janeiro. O fascínio era tanto que a brincadeira predileta era “decorar o nome de todas as transversais da Avenida Atlântica”. Agora, depois de 35 anos na capital carioca, ele ainda se encanta com a cidade. O romance com os livros começou aos 20 anos, após ser convidado para trabalhar na Livraria Muro, em Ipanema. Mas o negócio ia mal e fechou em seguida. Em 1982, Rui comprou a livraria, rebatizou-a de Dazibao. A empreitada prosperou, e o resto da história, é o sucesso da rede, já com sete filiais espalhadas pela cidade, que a seguir Rui esquadrinha para o Jornal do Brasil. Sabor do Rio: “Botecos do Centro e seus pesadíssimos petiscos”. Livraria: “Travessa 1, a das pequenas editoras (Ouvidor)”. Dica secreta: “A cidade vista do alto: Boa Vista, Sumaré, ou na ponteaérea”. Maior saudade: “Do trem para Mangaratiba”.
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