Publicidade
Voltar CLIPPING

Em classe, o papel da escrita criativa

03 de abril de 2010
2 min de leitura
2010040510360214-1024891130

O mestrado em Creative Writing do Hunter College, de Nova York, é ícone de uma vigorosa tendência da literatura americana do pós-guerra

Na sala de aula ainda vazia, trechos de conversas chegam do corredor. “Diáspora africana”, “literatura marxista” e “Shakespeare”; as palavras bem poderiam ser arranjadas como peças num palco para compor o cenário a seguir. O professor chega, pontual e sorridente, trazendo uma convidada. O escritor Nathan Englander – autor de Para alívio dos impulsos insuportáveis (Rocco, 221 pp., R$ 36) e O ministério de casos especiais (Rocco, 439 pp., R$ 55) e que esteve no Brasil para participar da Flip 2008 – pertence à melhor tradição de humor judaico. O corpo docente do mestrado do Hunter College dá uma ideia da importância do curso que se tornou uma poderosa atração acadêmica do pós-guerra americano. O curso é dirigido por um renomado poeta, Tom Sleigh. Além de Nathan Englander, há, entre os professores, luminares como o irlandês Colum McCann, o australiano Peter Carey, Claire Messud, o coreano Chang rae-Lee. A turma de seis alunas e cinco alunos está reunida em torno da longa mesa retangular. Aqui como lá a dinâmica entre instrutor e aprendiz é a mesma da Grécia Antiga. O primeiro curso de Escrita Criativa foi criado no Middlebury College de Vermont, na década de 20, e era conduzido pelo poeta Robert Frost. Mas foi o Iowa Writers” Workshop, fundado em 1936, cujos alunos ganharam 16 prêmios Pulitzer, que ajudou a definir e difundir este tipo de ensino, considerado por muitos escritores como uma contradição em termos.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade